Quanto preciso ter de dinheiro para investir na Bolsa de Valores

A regra é clara, Arnaldo: não existe um mínimo. Você pode colocar quanto dinheiro quiser em ações. Na prática é possível você comprar apenas uma única ação de uma empresa, e seu valor pode ser de apenas centavos.

Mas o objetivo destes textos não é viajar na batatinha, e sim te ajudar a ganhar um dinheirinho razoável com um investimento cheio de lendas e mitos infundados.

Pense bem: quantas pessoas você conhece que teriam coragem de investir uma parte de seu patrimônio na Bolsa?

“Eu, hein? Deus me livre e guarde! Sai pra lá! Que Bolsa o quê! Eu é que não vou arriscar meu suado dinheiro num cassino”

Você já deve ter ouvido ou falado qualquer uma dessas frases sobre investir na Bolsa.

O motivo disso é simples: o noticiário  ligado ao mercado de ações no Brasil é frágil e um tanto catastrofista.

Como já disse e repeti aqui várias vezes, você ouve e lê com muito mais frequência notícias sobre ações que “evaporam”, ”desabam”, “derretem” e outros verbos-clichês quetais, do que a verdade em si: e a verdade é que a Bolsa brasileira é tão ou mais sólida e segura quanto qualquer outra do mundo.

Se a Bolsa pode quebrar e você pode perder tudo que juntou na vida. Claro que sim, mas isso, estatisticamente, também pode ocorrer com seu banco.

Vale a pena investir porque suas chances de ganho são enormes. E até digo mais: são muito maiores do que a possibilidade de você perder dinheiro.

Mas voltemos ao título da coluna: quanto devo ter para investir na Bolsa.

SEU BOLSO É SEU LIMITE

Não existe uma fórmula, mas por uma questão de percepção pessoal e firme de resultados, eu diria que você deve começar com números redondos: R$ 1.000, R$ 5.000 etc.

Minha impressão pessoal é que, se for possível, invista de uma vez R$ 10 mil. Essa é uma quantia muito simbólica e, quando você obtiver sucesso, ela poderá ser muito mais claramente mensurada.

Antes de investir de forma mais agressiva na Bolsa, eu comecei com um capital de R$ 10 mil.

De cara lembro que comprei três ações diferentes: gastei R$ 5.000 em um lote de ações de uma empresa, e com os outros R$ 5.000 adquiri lotes de mais duas companhias.

Não aconselho você a investir em uma cesta de ações, ou comprar no picado.

Pela vivência que tenho até aqui, é mais provável que você tenha chances bem maiores de ganho com uma única ação do que com várias.

Quando você faz uma “cesta” de ações é verdade que suas chances de perder dinheiro se diluem consideravelmente.

Mas, a menos que você seja muito intuitivo, essa cesta também vai fazer sua chance de ter um lucro excelente diminuir bastante.

Como você vai escolher essa ou essas ações?

Já falamos sobre isso aqui também.

Lembro que, num primeiro momento, escrevi que um bom parâmetro na hora de você comprar ações é escolher as de empresas que você sinta respeito,  admiração, que tenham algum significado ou importância na sua vida.

Sim, eu disse isso, mas pensei melhor e acho que isso não é “economicamente” sensato.

OLHE PARA TODAS AS OPÇÕES

Se você é um investidor frio, determinado e focado, nunca deixe de olhar também para as ações de empresas que você não tem a menor simpatia.

O que eu quero dizer é: não despreze as oportunidades que existem por trás de empresas que você odeia (seja qual for o motivo).

Afinal, se seu interesse é ampliar seu patrimônio de forma ética e legal, você não pode se ater apenas às companhias que você ame.

Um exemplo prático. Eu, por exemplo, não tenho simpatia por ações de bancos. Embora historicamente muito rentável, não é um setor da sociedade que eu sinta admiração.

Bancos sempre me passaram a imagem de que são companhias mesquinhas, pouco produtivas, que demitiram em massa milhões de pessoas nos últimos anos; e cujos sistemas de atendimento eletrônico ou em agências sempre deixa a desejar.

Mesmo assim estou sempre de olho em uma ou outra ação de banco, e não deixarei de adquiri-la no momento em que achar oportuno. Porque estou atrás de lucro, e não de nobreza com meu dinheiro.

DINHEIRO NÃO TEM CORAÇÃO

Lembre-se: o dinheiro não tem sentimentos ou ideologia.

Se seu objetivo é ampliar seu patrimônio, olhe para todos os lados possíveis. Inclusive os negativos.

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Sobre:

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

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