Crítica: Nasce Uma Estrela com Lady Gaga é para ver e ouvir

Crítica do filme "Nasce Uma Estrela, com Bradley Cooper e Lady Gaga

“Nasce uma Estrela” entrou recentemente em cartaz nos cinemas com Lady Gaga e Bradley Cooper protagonistas.

É o segundo remake do filme original de 1937, que ganhou uma refilmagem em 54, com Judy Garland no papel que hoje é de Gaga, e outra em 76 com Barbra Streisand.

Tive a sorte de ter assistido três versões. Não vi a de 76 e o motivo é humano: tinha uma pessoa na minha família que era obcecada por Streisand e ouvia seus discos 200 vezes por dia. Acabei (injustamente) pegando ojeriza da atriz e cantora e evito qualquer coisa em que ela trabalhe.

Então, na minha opinião, a melhor das três versões que vi é a atual.

Para muitos “especialistas” em cinema isso seria um sacrilégio. O motivo, acho, é que pra eles parece que tudo que foi feito no cinema antes de 1970 merece 250 estrelinhas. Eu devia me jogar numa fogueira.

O problema é que filmes atuais muitas vezes são subestimados por gente que quer parecer “cool”. “Oh, vejam como sou purista, eu prefiro a versão de 1937 e pipipi popopó.” Asneira.

“Nasce Uma Estrela” com Lady Gaga e Bradley Cooper (nesta ordem) pode nem ser o filme mais soberbo do ano, mas está entre os mais bonitos e você pode apostar que ele vale uma boa parte do valor (caríssimo) do ingresso.

HISTÓRIA ATEMPORAL

a história surge originalmente em um período difícil e triste dos EUA, em plena Depressão Mas poderá ser refilmada com outras circunstâncias, argumentos e atores até o final dos tempos, porque é atemporal.

Não é uma história de amor, e sim um drama. Pesado, inclusive. Consegue arrancar lágrimas, embora com certo “apelativismo” final, muito maior que as versões anteriores (pode levar lenços).

Mas, como diria o fanático cinéfilo, “Isso é Hollywood”.

Vi críticas apontando que Cooper (no papel do alcoólatra e músico famoso Jackson Maine) é que é a verdadeira estrela do filme. Que Lady Gaga é só uma “coadjuvante”.

Outra bobagem. Cooper é um “atorzaço”, sim, sou admirador. Faz qualquer coisa, comédia, drama, ação, aventura… Só que esse nem é o melhor papel dele, na minha modesta opinião.

Em “O Lado Bom da Vida” ou “Sniper Americano”, para ficar só em dois filmes, ele está muito melhor.

NASCE UMA ESTRELA (DO CINEMA)

Enquanto isso Gaga marca seu nome na história do cinema com uma atuação minimalista, porém muito expressiva.

Sem nenhum viés de diva, ela é trabalha muitíssimo bem com expressões faciais, olhares, respiração até…

E sua relação com o personagem de Cooper nas cenas em que ele está no fundo do poço não deixam NADA a desejar, nem mesmo a ele. Modesta e competente.

Esse papel lhe abre caminho dramático para outros trabalhos, certamente Podem espernear quanto quiserem, ela é uma artista completa e também uma atriz nata, assim como David Bowie o foi.

E o que falar na trilha sonora cantada pela voz de Gaga?

Isso é uma parte filme, não um bônus. Para qualquer pessoa com um mínimo de ouvido musical, não há nenhuma comparação possível com a versão de 2018 e de 1954 com Judy Garland.

Com todo respeito a uma atriz morta há quase 50 anos, Gaga é 100 vezes mais cantora que Garland. Mais que isso, também não lhe deve nada como atriz.

Filme: “Nasce Uma Estrela” #NasceUnaEstrela

Onde: Em cartaz nos cinemas

Avaliação: Ótimo 🌟🌟🌟🌟

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Sobre:

Ricardo Feltrin é colunista do UOL desde 2004. Trabalhou por 21 anos no Grupo Folha, como repórter, editor e secretário de Redação, entre outros cargos.

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